Domingo, 08 Maio 2016 20:15

NÚMEROS DA COPA DO NORDESTE 2016 Destaque

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Com o empate, em 1 a 1, entre Campinense/PB e Santa Cruz/PE, no último domingo (1º/05), no estádio Amigão, em Campina Grande-PB, a Copa do Nordeste 2016 chegou ao seu final, com a equipe pernambucana sagrando-se campeã da competição.

Na 1ª Fase, o Santa Cruz/PE se classificou na segunda colocação do Grupo C, atrás do Bahia, este, a sensação da fase inicial, concluída com 100% de aproveitamento. O Tricolor pernambucano teve a segunda melhor campanha dentre os cinco clubes que terminaram a 1ª Fase em segundo lugar, atrás do Salgueiro/PE e na frente do Fortaleza/CE. Foram 12 jogos, com 7 vitórias, 3 empates e 2 derrotas; 16 gols a favor, 9 gols contra, saldo positivo de 7 gols e 66,6% de aproveitamento. As duas únicas derrotas foram para o Bahia, na 1ª Fase, ambas pelo mesmo placar (1 a 0). Os principais artilheiros foram: Rodrigão (Campinense/PB, 9 gols); Hernane (Bahia/BA, 6 gols); Grafite e Marcos (Santa Cruz/PE, 5 gols cada);

O tricolor pernambucano foi comandado pelo técnico Marcelo Martelotte, nas primeiras seis rodadas da competição, na chamada fase de grupo. No primeiro jogo do mata-mata, o jogo de ida da 2ª Fase, diante do Ceará, foi dirigido pelo interino Adriano Teixeira e a partir do jogo de volta, assumiu o técnico Milton Mendes. A equipe Coral venceria o Alvinegro cearense nas duas partidas, por 2 a 1 e 1 a 0, respectivamente. O Santa Cruz/PE foi um dos onze clubes que trocaram de treinador ao longo da competição.

No total, foral 74 partidas, com 179 gols marcados (média de 2,4 gols por partida). Foram aplicados 388 cartões amarelos (média de 5,2 cartões amarelos por partida) e 18 cartões vermelhos. O Sampaio Corrêa/MA foi o clube que menos levou cartão amarelo, com 11 cartões em seis jogos. Em seguida, vem o Ríver/PI, com 12 cartões em seis jogos e o Confiança/SE, com 13 cartões em seis jogos.

Os clubes que mais levaram cartões amarelos: Fortaleza/CE, com 29 cartões em oito jogos; CRB/AL, com 28 cartões em oito jogos; e o vice-campeão, Campinense/PB, com 28 cartões em doze jogos. Doze clubes tiveram jogadores expulsos: Ríver/PI (3 atletas), Bahia/BA (3 atletas), CRB/AL (2 atletas), Santa Cruz/PE (2 atletas), ABC/RN, Coruripe/AL, Estanciano/SE, Confiança/SE, Fortaleza/CE, Botafogo/PB, Vitória da Conquista/BA e Ceará/CE (1 atleta cada).

39 árbitros, das nove federações nordestinas, apitaram as 74 partidas realizadas. Os que mais atuaram foram: José Ricardo Vasconcellos Laranjeira/AL (CBF2 / 5 jogos / 23 amarelos / 3 vermelhos); José Reinaldo Figueiredo da Silva Filho/AL (CBF2 / 4 jogos / 34 amarelos / 1 vermelho); Pablo Ramon Gonçalves Pinheiro/RN (CBF1 / 4 jogos / 15 amarelos / 2 vermelhos); nis da Silva Ribeiro Serafim/AL (CBF2 / 3 jogos / 18 amarelos / 1 vermelho); Gleidson Santos Oliveira/BA (CBF2 / 3 jogos / 15 amarelos / 0 vermelho); Ítalo Medeiros de Azevedo/RN (CBF1 / 3 jogos / 13 amarelos / 3 vermelhos); Michael Vinícius Santos Freitas/SE (CBF2 / 3 jogos / 14 amarelos / 0 vermelho); Caio Max Augusto Vieira/RN (CBF1 / 3 jogos / 11 amarelos / 0 vermelho); Charles Hebert Cavalcante Ferreira/AL (CBF1 / 3 jogos / 17 amarelos / 1 vermelho); Eduardo de Santana Nunes/SE (CBF2 / 3 jogos / 22 amarelos / 1 vermelho); e Cláudio Francisco Lima e Silva/SE (ESP2 / 3 jogos / 21 amarelos / 1 vermelho).

Somente quatro árbitros da Federação Cearense de Futebol (FCF) atuaram na competição: César Magalhães/CE (CBF2 / 2 jogos / 14 amarelos / 1 vermelho); Avelar Rodrigo/CE (CBF1 / 1 jogo / 8 amarelos / 1 vermelho); Glauco Feitosa/CE (CBF2 / 1 jogo / 3 amarelos / 0 vermelho); e Léo Simão/CE (CBF1 / 1 jogo / 10 amarelos / 0 vermelho).

A arbitragem, por Federação, ficou assim representada: Federação Alagoana de Futebol (FAF), 16 partidas; Federação Norte-rio-grandense de Futebol (FNF), 12 partidas; Federação Baiana de Futebol (FBF), 10 partidas; Federação Sergipana de Futebol (FSF), 10 partidas; Federação Pernambucana de Futebol (FPF), 8 partidas; Federação Paraibana de Futebol (FPF), 7 partidas; Federação Cearense de Futebol (FCF), 5 partidas; Federação Maranhense de Futebol (FMF), 3 partidas; e Federação Piauiense de Futebol (FFP), 3 partidas.

PÚBLICO PAGANTE E RENDA

Nas 74 partidas disputadas pela Copa do Nordeste 2016, o total da renda bruta foi de R$ 6.680.161,92 (Seis milhões, seiscentos e oitenta mil, cento e sessenta e um reais e noventa e dois centavos), com média de R$ 90.272,45 (Noventa mil, duzentos e setenta e dois reais e quarenta e cinco centavos) por jogo.

O público pagante total, nas 74 partidas disputadas, foi de 438.201 torcedores, com média de 5.922 torcedores por jogo. A partida com a maior presença de público pagante e renda, em toda a competição, foi a primeira da grande decisão, na vitória do Santa Cruz/PE sobre o Campinense/PB, por 2 a 1, no estádio do Arruda, em Recife-PE, em 27 de abril, com 32.500 torcedores pagantes e uma renda de R$ 604.450,00.

Já a partida com menor presença de público pagante foi pela 4ª rodada, da fase de Grupo, no empate em 0 a 0, entre Flamengo/PI e Vitória da Conquista/BA, no dia 3 de março, em Teresina-PI, estádio Albertão, quando 118 torcedores pagaram para assistir ao jogo, proporcionando uma arrecadação de R$ 1.790,00.

A pior arrecadação de toda a Copa do Nordeste 2016, foi na vitória do Confiança/SE, por 2 a 0 sobre o Juazeirense/BA, pela 6ª rodada da fase de Grupos, no Batistão, em Aracaju-SE, no dia 23 de março, quando 179 pagantes proporcionaram uma arrecadação de R$ 904,00.

Abaixo segue o público pagante e a renda, com as respectivas médias, dos vinte clubes que participaram da competição este ano:

JOGOS / PÚBLICO PAGANTE / MÉDIA

1º) Santa Cruz/PE (6 / 69.726 / 11.621)

2º) Bahia/BA (5 / 59.827 / 11.965)

3º) Sport Recife/PE (5 / 58.499 / 11.700)

4º) Fortaleza/CE (4 / 51.744 / 12.936)

5º) Campinense/PB (6 / 49.367  / 8.228)

6º) Ceará/CE (4 / 42.397 / 10.599)

7º) Botafogo/PB (3 / 19.819 / 6.606)

8º) Salgueiro/PE (4 / 14.538 / 3.635)

9º) CRB/AL (4 / 14.419 / 3.605)

10º) River/PI (3 / 10.745 / 3.582)

11º) Sampaio Corrêa/MA (3 / 9.516 / 3.172)

12º) América/RN (3 / 8.886 / 2.962)

13º) Confiança/SE (3 / 7.580 / 2.527)

14º) ABC/RN (3 / 5.998 / 1.999)

15º) Imperatriz/MA (3 / 3.320 / 1.107)

16º) Vitória da Conquista/BA (3 / 3.181 / 1.060)

17º) Flamengo/PI (3 / 2.286 / 762)

18º) Juazeirense/BA (3 / 2.153 / 718)

19º) Estanciano/SE (3 / 2.122 / 707)

20º) Coruripe/AL (3 / 2.078 / 693)

JOGOS / RENDA / MÉDIA:

1º) Bahia/BA (5 / 1.226.125,50 / 245.225,10)

2º) Santa Cruz/PE (6 / 1.204.575,00 / 200.762,50)

3º) Sport Recife/PE (5 / 1.148.265,42 / 229.653,08)

4º) Campinense/PB (6 / 699.240,00 / 116.540,00)

5º) Fortaleza/CE (4 / 682.321,00 / 170.580,25)

6º) Ceará/CE (4 / 479.273,00 / 119.818,25)

7º) Botafogo/PB (3 / 250.964,00 / 83.654,67)

8º) CRB/AL (4 / 199.657,00 / 49.914,25)

9º) River/PI (3 /181.916,00 / 60.638,67)

10º) Confiança/SE (3 / 122.910,00 / 40.970,00)

11º) Sampaio Corrêa/MA (3 / 92.372,00 / 30.790,67)

12º) América/RN (3 / 90.498,50 / 30.166,17)

13º) Imperatriz/MA (3 / 56.720,00 / 18.906,67)

14º) Vitória da Conquista/BA (3 / 53.022,50 / 17.674,17)

15º) ABC/RN (3 / 48.078,00 / 16.026,00)

16º) Flamengo/PI (3 / 35.715,00 / 11.905,00)

17º) Salgueiro/PE (4 / 34.854,00 / 8.713,50)

18º) Coruripe/AL (3 / 29.275,00 / 9.758,33)

19º) Estanciano/SE (3 / 22.550,00 / 7.516,67)

20º) Juazeirense/BA (3 / 21.830,00 / 7.276,67)

Dos vinte clubes que iniciaram a competição, somente nove não trocaram de treinador: Campinense Clube/PB (Francisco Diá); Salgueiro/PE (Sérgio China); Coruripe/AL (Jaelson Marcelino); CRB/AL (Mazola Júnior); Bahia/BA (Doriva); Confiança/SE (Betinho); Sport Recife/PE (Falcão); Botafogo/PB (Itamar Schüller) e Flamengo/PI (Athirson Mazolli).

Os onze clubes que mudaram de comando técnico foram: Imperatriz/MA (Pedrinho Rocha, da 1ª a 5ª rodada e depois Luis Miguel, na 6ª rodada); ABC/RN (Narciso dos Santos, nas duas primeiras rodadas e depois Geninho, a partir da 3ª rodada); América/RN (Aluiso Morais, na 1ª rodada e depois Guilherme Macuglia, a partir da 2ª rodada); Estanciano/SE (Ewerton Câmara, da 1ª a 5ª rodada, e depois Luiz Juresco, na 6ª rodada); Santa Cruz/PE (Marcelo Martelotte, da 1ª a 6ª rodada, Adriano Teixeira, interino no 1º jogo da 2ª Fase, e Milton Mendes, a partir do 2º jogo da 2ª Fase); Juazeirense/BA (Sérgio Araújo, na 1ª e 2ª rodada e depois Janilson Silva, a partir da 3ª rodada); Ríver/PI (Zé Teodoro, na 1ª e 2ª rodada, e depois Jéferson Silva, a partir da 3ª rodada); Fortaleza/CE (Flávio Araújo, da 1ª a 4ª rodada, e depois Marquinhos Santos, a partir da 5ª rodada); Sampaio Corrêa/MA (Marcelo Chamusca, da 1ª a 4ª rodada, depois, interinamente Vinícius Saldanha, na 5ª rodada, e, em seguida, Dejan Petkovic, na 6ª rodada); Ceará/CE (Lisca, da 1ª a 6ª rodada e depois, interinamente, Cristian de Souza, nas duas rodadas da 2ª Fase); e Vitória da Conquista/BA (Evandro Guimarães, da 1ª a 4ª rodada e depois Sérgio Araújo, a partir da 5ª rodada).

O Nordestão 2016 foi a edição que apresentou a premiação mais elevada da história da competição. Foram mais de R$ 14 milhões. Paradoxalmente, a renda bruta dos 74 jogos foi a menor desde que a competição retornou ao calendário oficial da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), em 2013, o mesmo ocorrendo com a presença de público pagante. Como havia ocorrido em 2013, não houve partida com portões fechados, sem a presença do torcedor, proporcionaram uma arrecadação de R$ 6.680.161,92 (Seis milhões, seiscentos e oitenta mil, cento e sessenta e um reais e noventa e dois centavos), queda de 39%, com média de R$ 90.272,45 (Noventa mil, duzentos e setenta e dois reais e quarenta e cinco centavos) por jogo e 438.201 torcedores, no total, com média de 5.922 torcedores por jogo e queda de 23%.

Ao todo, a movimentação financeira da Copa do Nordeste 2016 foi de aproximadamente R$ 26 milhões, somando rendas, cotas e investimento gasto com marketing, com intensa divulgação e boa organização. A previsão para 2017 será de um investimento de aproximadamente R$ 5 milhões somente em marketing. O pouco interesse do torcedor em assistir aos jogos da fase de grupo (222.881 torcedores pagantes, em 60 jogos, com renda de R$ 2.721.363,92), já sinaliza para uma possível mudança na fórmula de disputa, talvez para o próximo ano, ou em 2018, articulada pelos grandes clubes da região. Cogita-se, inclusive criar uma segunda divisão da Copa do Nordeste, diminuir o número de participantes.

COTAS DE PARTICIPAÇÃO NA COPA DO NORDESTE 2016:

Santa Cruz/PE (campeão): R$ 2.385.000,00;

Campinense/PB (vice-campeão): R$ 1.885.000,00;

Bahia/BA e Sport Recife/PE (semifinalista): R$ 1.385.000,00;

Ceará/CE, Fortaleza/CE, CRB/AL e Salgueiro/PE (quartas de final): R$ 935.000,00;

ABC/RN, América-RN, Botafogo-PB, Confiança/SE, Coruripe/AL, Estanciano/SE, Juazeirense/BA e Vitória da Conquista/BA (fase de grupos): R$ 505.000,00;

Sampaio Corrêa/MA, River/PI, Imperatriz/MA e Flamengo-PI (não tiveram direito a cota, pois, entre os anos de 2015 e 2017, os clubes do Maranhão e Piauí, incorporados recentemente à competição, só recebem cotas, a partir das quarta de final. Como nenhum dos quatro clubes passou para esta fase, em 2015, ficaram sem receber. Passarão a receber, como os demais, a partir de 2018).

Desde quando a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) voltou a organizar a Copa do Nordeste, em 2013, os clubes cearenses têm liderado o ranking de média de público pagante na competição, se for consignado o público pagante de 33.249, para a rodada dupla, na reinauguração da Arena Castelão, com os jogos Fortaleza/CE 0 x 0 Sport Recife/PE e Ceará/CE 0 x 1 Bahia/BA, em 27 de janeiro de 2013, pela edição daquele ano. Se o público pagante for integralmente computado para os dois clubes cearenses, os mandantes das partidas, as respectivas médias se elevariam de forma significativa. Mas caso o público pagante desta rodada dupla seja dividido entre Ceará/CE e Fortaleza/CE, o primeiro lugar em público pagante permaneceria com o Alvinegro cearense (99.583 pagantes em 5 jogos, com média de 19.917 pagantes), porém, a melhor média passaria a ser do Santa Cruz/PE (85.350 pagantes em 4 jogos, com média de 21.338 pagantes).

2013

1º lugar em público pagante: Ceará/CE (em 5 jogos, público pagante: 117.707, com média de 23.541)

ou

1º lugar em público pagante: Santa Cruz/PE (em 4 jogos, público pagante: 85.350, com média de 21.338)

2014

1º lugar em público pagante: Ceará/CE (em 6 jogos, público pagante: 121.699, com média de 20.283)

2015

1º lugar em público pagante: Ceará/CE (em 6 jogos, público pagante: 145.692, com média de 24.282)

2016

1º lugar em público pagante: Fortaleza/CE (em 4 jogos, público pagante: 51.744, com média de 12.936)

COMPARATIVO DOS QUATRO ÚLTIMOS ANOS DE PÚBLICO PAGANTE E RENDA NA COPA DO NORDESTE:

2016 (74 jogos)

Público pagante: 438.201 (queda de 23,54% em relação ao ano anterior)

Média: 5.922

Renda: R$ 6.680.161,92

Média: R$ 90.272,45

2015 (74 jogos, com um jogo de portões fechados, sem presença de público)

Público pagante: 573.064

Média: 7.744

Renda: R$ 11.129.784,50

Média: R$150.402,49

2014 (62 jogos, com um jogo de portões fechados, sem presença de público)

Público pagante: 467.023

Média: 7.532

Renda: R$ 8.436.174,00

Média: R$ 136.067,32

2013 (62 jogos)

Público pagante: 516.709

Média: 8.334

Renda: R$ 7.577.603,00

Média: R$ 122.219,40

                                                                   

Luis Guilherme

radialista e cronista esportivo DRT/CE nº 3701

Ler 917 vezes Última modificação em Domingo, 08 Maio 2016 20:41

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